sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A Moça Tecelã - Marina Colasanti

Hoje gostaria de compartilhar com você um poema lindíssimo da autora Marina Colasanti, chamado “A Moça Tecelã”. A forma com que ela trabalha com as cores, com os jogos de palavras é fantástica.

Ilustração do poema publicado em um livro muito lindo pela editora Global.


A Moça Tecelã
Marina Colasanti

"Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear. Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.

Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava. Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos  do algodão  mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.

Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.

Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.

Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranqüila.

Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.


Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.


Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponta dos sapatos, quando bateram à porta.

Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.

Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.

E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.

— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.

Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.

— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou. Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.

Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.

Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.

— É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!

Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.

Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.

Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins.  Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha.

E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.

A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.

Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte."


Espero que tenham gostado, acho belíssimo esse poema, peço que ajudem a divulgar o blog. Beijos e até a próxima.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

TAG - Book MASH

A TAG de hoje é a Book MASH, e vi no canal da Vevs, e ela respondeu junto com o Gabriel do Cabine Literária. MASH é uma brincadeira comum nos Estados Unidos, que consistem em “adivinhar” seu futuro, e para a TAG ela foi adaptada para o universo literário.
Primeiramente deve-se fazer uma lista de 7 itens (presentes em livros) para determinadas categorias: MUNDO; MARIDO; MELHOR AMIGO; EMPREGO; TRANSPORTE.
Para brincadeira ficar legal, é interessante colocar alguns itens ruins na lista. Depois de preenchida a lista, escolhemos um número (não tão alto, para não dar muito trabalho e acabar se perdendo na contagem). Com esse número em mente, devemos ir contando os itens até chegar no número determinado, quando isso ocorre o item é riscado e não é mais contado.
Esse processo é feito até sobrar apenas um item por categoria, lembrando que a palavra MASH entra na contagem, pois é um acrônimo em inglês para Mansão, Apartamento, Rua, Casa. E serve para prever sua moradia.
Convidei a Jéssica Martins, para participar da brincadeira. Nossa lista ficou assim:

Mundo

1. Mundo Bruxo (Harry Potter – J. K. Rowling)
2. Nárnia (As Crônicas de Nárnia – C. S. Lewis)
3. Panem (Jogos Vorazes – Suzanne Collins)
4. Ombra (Mundo de Tinta – Cornelia Funke)
5. Chicago (Divergente – Veronica Roth)
6. América (Fahrenheit 451 – Ray Bradbury)
7. Acampamento Meio-Sangue (Percy Jackson – Rick Riordan)


Marido

1. Peeta (Jogos Vorazes)
2. Augustus Waters (ACDE – John Green)
3. Draco Malfoy (Harry Potter)
4. Dedo Empoeirado (Mundo de Tinta)
5.Edmundo Pevensie (As Crônica de Nárnia)
6. Percy Jackson (Percy Jackson)
7. Edward Cullen (Crepúsculo – Stephenie Meyer)


Melhor Amigo

1. Dr. Watson (Sherlock Holmes – Arthur Conan)
2. Luke (Percy Jackson)
3. Ronald Weasley (Harry Potter)
4. Rudy Steiner (A menina que roubava livros – Markus Zusak)
5. Lestrade (Sherlock Holmes)
6.Grove (Percy Jackson)
7. Martin Sharp (Uma Longa Queda – Nick Hornby)


Emprego

1. Comensal da morte (Harry Potter)
2. Avox (Jogos Vorazes)
3. Detetive (Sherlock, Poirot)
4. Professor universitário (Dan Brown)
5. Escrava da Mortola (Mundo de Tinta)
6. Indústria têxtil (O Teorema Katherine – John Green)
7. Dono de delicatesse (Morte Súbita – J. K. Rowling)


Transporte

1. Aparatar (Harry Potter)
2. Naútilos (Vinte Mil Léguas Submarinas – Júlio Verne)
3. Balão (5 semanas em um balão – Júlio Verne)
4. Trem (Divergente, Harry Potter, Jogos Vorazes, etc...) TREM.
5. Rabecão de Satã (O Teorema Katherine)
6. Anel (As Crônicas de Nárnia)
7. Cavalo (As Brumas de Avalon – Marion Zimmer Bradley)




Ana: para minha contagem foi escolhido o número 35 (aff... deu muito trabalho).



E meu futuro ficou assim:

Moradia: S – Rua.
Mundo: Ombra.
Marido: Augustus Waters.
Melhor amigo: Lestrade.
Emprego: Professora universitária.
Transporte: Anel de Nárnia...

Nada mal, apesar de morar na rua. Mas com o salário do emprego, posso arrumar uma casa. Adorei – Ombra, ver o show de Dedo Empoeirado, ouvir a Roxanne. Momento SPOILER – pena que vou ficar viúva logo, não gostei disso, além de necessitar de muita paciência com meu amigo Lestrade.




Jéssica: para minha contagem foi escolhido o número 15. E meu futuro ficou assim:

Moradia: A – apartamento.
Mundo: Mundo Bruxo.
Marido: Peeta.
Melhor amigo: Rudy.
Emprego: Dona de Delicatesse.
Transporte: Trem...

ADOREI, futuro perfeito...




Para responder essa TAG eu indico o blog: Blz, Aninha! E a Nadia: Sui Generis Literário.

Espero que tenham gostado. Peço que ajudem a divulgar o blog.
Caso queira comprar alguns dos livros, é só clicar no LINK, e se você comprar QUALQUER livro por esse link você ajuda o blog sem nenhum custo adicional. Beijos e até a próxima.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Viajei com: A Bela e a Fera + A Fera em Mim - Serena Valentino

Olá... Olá... Olá... Tudo bem com vocês???
No post de hoje irei comentar com vocês sobre meu conto de fadas preferido A Bela e a Fera. AMO esse conto, e como normalmente ocorrem como os contos de fadas, várias versões surgiram ao longo da história. Hoje quero conversar com vocês sobre as cinco versões desse conto que li, que estão divididos em três livros, dando destaque a minha última leitura, o livro A Fera em mim da autora Serena Valentino.

A BELA E A FERA AO REDOR DO GLOBO


Nesse livro temos 3 contos – o primeiro conto é a versão francesa, que foi a inspiração para o filme da Disney. O segundo conto é a versão chinesa e o terceiro é a versão mexicana. As três histórias apresentam várias diferenças entre si, mas os elementos principais estão presentes em todos os contos – a jovem que se oferece como prisioneira de uma fera para salvar a vida do pai. Durante sua estadia com a fera, se apaixona por ele, e assim quebra a maldição que está sobre ela.


CONTOS DE FADAS


Nessa coletânea de contos da editora Zahar, temos a versão francesa, atribuída a mesma autora do conto presente no livro A Bela e a Fera ao redor do Globo, mas mesmo estas duas versões há certas diferenças, como o número de irmãos, entre outros pontos.


A FERA EM MIM – Serena Valentino


Esse livro pode ser pensado como um complemento do filme da Disney, A Bela e a Fera. Nesse livro a autora desenvolve mais a história do príncipe, como ele era antes de ser transformado, o processo de transformação, de como e porque ele foi amaldiçoado, além de fazer referências a algumas cenas do filme. Esse livro pertence a uma série de história sobre os “vilões” Disney, essa série interliga o universo Disney e que pretendo ler. O livro é legal, é interessante, mas como eu disse: é um complemento à história do filme, pois como livro avulso, sem nenhuma conexão com o filme, deixa muito a desejar, muitas pontas soltas.

Estou ANSIOSÍSSIMA pelo filme com Emma Watson, que promete estar belíssimo. Então é isso, espero que vocês tenham gostado.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

MEU PATRONO


TUDO BEM COM VOCÊS???? FINALMENTE O POTTERMORE LANÇOU O TESTE OFICIAL PARA SABERMOS O NOSSO PATRONO.



Fiquei um pouco perdida no primeiro teste, cliquei sem querer em uma, e outra questão sumiu por que eu não respondi... Por isso criei outra conta para fazer um teste bem feito e certinho. Acabou que: minha casa de Hogwarts permanece sendo Ravenclaw – pela quarta vez (o do meu coração, o teste antigo, o novo na conta antiga, e nessa nova conta)... Disso eu já sabia – MINHA CASA DO CORAÇÃO.



Mas minha casa em Ilvermorny não foi a mesma, no primeiro teste eu havia sido colocada em Wampus (Pumaruna) – A casa Pumaruna representa o corpo de um bruxo ou feiticeira e favorece os alunos guerreiros com espírito combativo.



Mas nesse segundo teste fui colocada na casa de Thunderbird (Pássaro Trovão) – A casa Pássaro-Travão representa a alma de um feiticeiro ou bruxa e favorece os alunos aventureiros e exploradores. O que eu achei mais a minha cara.



Minha varinha era de Abeto e núcleo de fibra do coração de dragão, 24 cm e rígida. Segundo o texto do Pottermore, traduzido pelos LINDOS do Potterish:

“Abeto (Fir): Meu avô Gerbold Octavios Olivaras sempre chamou as varinhas dessa madeira de “sobreviventes”, pois ele vendeu varinhas de abeto para três bruxos que logo depois passaram por um perigo mortal. Não há dúvidas de que essa madeira, que vem de uma das árvores mais flexíveis que existem, produz varinhas com um poder muito estável e forte para seus verdadeiros donos, e não funciona bem com os que não tem muitas habilidades ou que sejam indecisos. Varinhas de abeto são particularmente ligadas à transfiguração, e escolhem donos que sejam focados, tenham força mental e ocasionalmente pessoas intimidadoras.”

“Dragão: Como uma regra, fibra de coração de dragão produz as varinhas mais poderosas, e que são capazes de fazer os feitiços mais elaborados. Varinhas de dragão tendem a aprender mais rápido do que as feitas de outros objetos.”

Minha nova varinha é de espinheiro negro e núcleo da cauda de fênix, 24 cm e rígida.

“Espinheiro-Negro (Blackthorn): O espinheiro-negro é uma madeira muito incomum na fabricação de varinhas, e tem a reputação, ao meu ver, de ser uma varinha para guerreiros. Isso não significa que seu dono, necessariamente, pratique Artes das Trevas (embora seja inegável que aqueles que o fazem gostam do prodigioso poder dessa varinha).”

“Fênix: Esse é o mais raro dos núcleos. Penas de fênix são capazes de fazer uma grande variedade de feitiços, embora ela leve um tempo maior que as de dragão ou unicórnio para revelar isso. Elas mostram mais iniciativa, às vezes agindo por vontade própria, uma qualidade que muitos bruxos e bruxas não apreciam. Varinhas de pena de fênix são as mais críticas em se tratando de futuros donos, e as criaturas que elas escolhem são as mais independentes e destacadas do mundo. Essas varinhas são as mais difíceis de se personalizar, e sua fidelidade geralmente é algo difícil de se conquistar”.

AMEI minha nova varinha.



Vamos ao patrono. Na minha tentativa saiu um rato. Mas como expliquei no início me atrapalhei e não foi um teste preciso. Já no segundo teste, que foi para valer saiu: MANX CAT. Como eu já suspeitava – um felino.
  

QUE COISA MAIS LINDA.


Simplesmente ADOREI minha nova conta no Pottermore e o resultado dos meus testes. Espero que vocês tenham gostado. Deixem nos comentários os resultados de vocês. Beijos e até a próxima.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Citação - George R. R. Martin #1

"Um leitor vive mil vidas antes de morrer, o homem que nunca lê vive apenas uma..."


Mas pode ter certeza que o Martin irá conseguir um jeito de acabar com essas mil vidas... Esse serial Killer...

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Viajei com: O Crime do Padre Amaro - Eça de Queirós


O Crime do Padre Amaro – Eça de Queirós, foi lançado em 1875, sendo o primeiro romance do autor e uma das primeiras obras do movimento realismo-naturalismo português (caso queira saber mais sobre esse movimento literário e artístico clique aqui). Por se tratar de uma obra do século 19 e Portuguesa, há alguns termos que podem causar estranhamento, mas nada que o tio Google ou um velho e bom dicionário não resolvam.
Em 2005, quando cursava o 2º Ano do Ensino Médio, fui obrigada a ler este livro para a aula de Português, e quando a professora informou a sala do trabalho sobre a obra logo pensei “Lá vem livro chato!”, mas sou obrigada a confessar que quebrei a cara legal, pois gostei muito. E recentemente me bateu aquela vontade de relê-lo e não passei vontade, corri na estante do meu padrasto para pegar emprestado.
Sobre a obra: é narrada em 3º pessoa e com narrador onisciente, apesar de não ser de forma alguma imparcial. Utilizando de muita ironia, o autor, faz duras críticas ao clero e a sua influência na politica, assim como na sociedade de forma geral, as criticas são feitas através de vários personagens, incluído o narrador, que durante a narrativa não deixa de dar as suas “alfinetadas”. Além das criticas ao clero, há também criticas em relação ao Estado e a Família.
O livro nos conta a história de Amaro, filho dos empregados da Marquesa de Alegros, que após a morte dos pais, passa a cuidar dele, e acaba por fazê-lo padre, lhe impondo esse caminho, sem se importar com os interesses de Amaro.
Após terminar o seminário, Amaro se torna pároco em uma pequena província do interior, mas se valendo da influência da filha da Marquesa, a Condessa de Ribamar, ele consegue transferência para Leiria, sede do bispado.
Com a ajuda de seu antigo professor do seminário, Cônego Dias, Amaro se instala de aluguel em casa de Dona Joaneira, uma senhora que mora com a filha Amélia, na Rua das Misericórdias, que acaba por se tornar ponto de encontro das religiosas da cidade.
Após pouco tempo, Amaro e a menina Amélia começam a se interessar um pelo outro, e toda a trama gira em torno do envolvimento amoroso dos dois. E sem mais para não dar nenhum spoiler.
O que pude notar é que em momento algum o narrador mostra interesse em nos causar empatia com nenhum personagem, muito pelo contrário, como já havia dito (em post anterior), o meu desejo era socar alguns deles, muitas vezes eu tive de fechar o livro e praguejar, e muito, um ou outro personagem para depois retomar a leitura.
Apesar da raiva que fiquei de alguns personagens, gostei e muito da obra e fica a dica. Mas não vá esperando algo como “viverão felizes para sempre no país dos arco-íris”, ou um final “lindo e cor-de-rosa”, e sim algo mais real (daí o nome do movimento – Realismo).
Espero que tenham gostado. Beijos e até a próxima.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Meus Hábitos de Leitura #3


Posts sobre meus hábitos de leitura: LINK 1 e LINK 2

Canal da Priscila

Canal Devoradores

Link da Mariana

Grupo Devoradores de Livros

Blog da Renata

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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

TAG - Eu, Blogueira

Olá, hoje teremos a primeira TAG de 2015! EBA! Essa semana eu fui indicada para responder a TAG Eu, Blogueira. A TAG possui 4 regras básicas, sequenciadas e respondidas de A-D, então vamos começar:

REGRA A) PUBLICAR OS DOIS BANNERS OFICIAIS DA TAG NA POSTAGEM:
  




REGRA B) PASSAR O LINK DO BLOGUEIRO QUE TE INDICOU:

Fui indicada pela Nuccia de Cicco, do blog As 1001 Nuccias.


REGRA C) RESPONDER AS 20 PERGUNTAS:

1 - Quando e por que decidiu ser blogueiro (a)?

Esse não é o meu primeiro blog. Sou professora de Ciências, atuo nos anos finais do Ensino Fundamental e sempre procuro material para as aulas na internet, e percebi que poucos locais disponibilizavam práticas cientificas de forma mais acessível e organizada, então resolvi criar 0 blog Ana Bióloga (mas hoje estou tentando disponibilizar mais materiais), isso foi em março de 2013.
Agora, como decidir criar esse blog: em setembro de 2014 decidi criar um blog como forma de compartilhar meu amor pela leitura e pelo universo literário, pois apesar de não ser professora de Português gosto de indicar livros para os meus alunos e de incentivar a leitura. Quantas vezes propomos aquele exercício simples que exige apenas reflexão e interpretação e a grande maioria dos alunos não consegue responder, mas quando perguntamos de forma direta e crua eles conseguem??? A resposta: Muitas. Pois é, FALTA DE LEITURA. Por não ter um hábito de ler, o aluno não desenvolve a interpretação - habilidade essencial em qualquer, QUALQUER disciplina.


2 - De onde veio a inspiração para o nome do seu blog?

AMO a trilogia Mundo de Tinta da Cornelia Funke, mas já usaram o nome Mundo de Tinta, Coração de Tinta em blogs... Foi quando vi uma postagem no Facebook, falando de como os livros nos fazem viajar, o papel e a tinta nos fazem viajar, o que de alguma forma remete a trilogia que amo tanto.


3 - Quanto tempo de vida tem seu blog?

É um blog recente com 3 meses, completa 4 dia 18 de Janeiro.


4 - Qual o conteúdo principal do seu blog?

Literatura: minha opinião sobre um determinado livro, frases, TAGS literárias, poemas, poesia, ou seja LIVROS, LIVROS e mais livros.


5 - Quais são os horários que você cria as postagens?

Na maioria das vezes crio a postagem após o almoço, mas varia e muito, às vezes a noite, e programo para ser publicada na manha seguinte.


6 - Tem algum lugar especial onde cria as postagens?

Costumo pensar no que irei postar lavando louça, arrumando algo, na frente do PC, conversando com alguém, varia muito. E digito numa mesa (que serve de escrivaninha) que fica no salão de costura da minha mãe. Isso até meu quarto ficar pronto, pois aí terei uma escrivaninha de verdade.


7 - O que você acha que deve melhorar como blogueiro (a)? 

Devido ao trabalho (que me consome), ao tempo que utilizo nas leituras, ao fato de estar fazendo uma especialização não consigo me dedicar tanto ao blog, embora poste todos os dias uteis, mas gostaria de fazer postagens mais elaboradas. E você, tem alguma sugestão? 


8 - Prefere responder aos seus leitores no próprio blog ou responde ao visitar as outras blogueiras e blogueiros?

Costumo responder a quase todos os comentários aqui no blog. Mas sempre que possível faço comentários em outros blogs.


9 - Na sua opinião, o que é mais legal em ser blogueiro (a)?

Vou roubar a resposta da Nuccia, rsrs: conhecer e interagir com outras pessoas que possuem interesses em comum aos seus.


10 - Você retribui a todas as visitas que recebe no blog?

Sim, sempre que possível.


11 - O que NÃO gosta no mundo dos blogs?

Os spans ou aqueles anúncios que abre e cobre toda a página, não ligo da página ter anúncios (uma vez que quando alguém clica neles o blogueiro recebe uma pequena porcentagem), mas que eles fiquem ali, na deles...


12 - Cite três blogueiras (ou blogueiros) que admira e gostaria de conhecer pessoalmente?

Não tenho muito contato com outros blogueiros, mas visito vários blogs. Gostaria de conhecer pessoalmente a Liah do blog Confissões de um Leitor, já conversei um pouco com ela pelo Facebook, ela é Potterhead e corvina como eu. A Mel Ferraz do blog Literature-se, ela é uma fofa. E a Vevs, vlogueira, mas está valendo...


13 - O que seus pais, seus familiares e seus amigos acham de você ser blogueira? Eles leem seu blog?


Eles sabem, mas nunca comentaram nada.


14 - Qual a maior inspiração para responder as postagens?

Depende das postagens, mas costumo fazer sobre livros que gostei, sobre um tema que acho pertinente e que eu esteja com vontade de comentar.


15 - Quando esta escrevendo um post, costuma comer ou beber alguma coisa? O que?

Às vezes escrevo tomando café (AMO).


16 - Qual assunto você não publicaria jamais?

Pretendo manter esse blog voltado à literatura e temas afins, então creio que temas que não estejam relacionados ou não seja relevantes para o universo literário não apareceram aqui no blog.


17 - Faz posts pelo celular?

Não, a tela do meu é pequena, e sou míope à beça... além dos meus dedos serem gordinhos. Posto pelo note.


18 - Tem canal no youtube? Se a resposta for sim, deixe o link.

Sim, mas utilizo mais para acompanhar outros canais do que para postar, tenho apenas 2 vídeos publicados, um mostrando a minha coleção de Harry Potter e outro com o que recebi durante o mês de Dezembro, como tenho a voz de taquara rachada e me expresso melhor através da escrito do que falando, então vou utilizar o canal apenas para postar o Correio Coruja, por enquanto.

Link para o canal: Viajando com Papel e Tinta 


19 - Quantos blogs você tem?

Como já disse tenho 2 blogs, um voltado a conteúdo de Ciências (quase não posto nele), e esse, voltado para livros.




20 - Que conselho daria a todas as blogueiras e blogueiros?

Independente do tema do blog façam post sobre o que gostem, pois isso ajuda e muito, você se sente mais motivado a continuar e melhorar a cada dia.


REGRA D) INDICAR 5 BLOGS:



Quem quiser responder fique a vontade. Espero que gostem, peço que ajudem a divulgar o blog. Beijos e até a próxima.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Viajei com: A Garota da Casa Grande - Amanda Marchi

Olá... Olá... Olá...
Tudo bem com vocês??? Espero que sim.
Hoje quero conversar com vocês sobre o livro A Garota da Casa Grande da Amanda Marchi. Li essa obra para os seguintes desafios:

·       DESAFIO LITERÁRIO PARA 2016 – Proposto pelo grupo “Devoradores de Livros” – onde no mês de Agosto deveríamos ler um livro escrito por um devorador.

· DESAFIO DE LEITURA (2016) – READING CHALLENGE – Proposto pelo grupo do Skoob, para cumprir as seguintes tarefas: ler um livro com menos de 150 páginas e ler um livro escolhido pela capa.

Caso queira comprar o livro, é só clicar no LINK, e se você comprar QUALQUER livro por esse link você ajuda o blog sem nenhum custo adicional.

Sinopse: O livro “A Garota da Casa Grande” é narrado por sua personagem principal, Georgia, que, sarcástica e ironicamente, apresenta-nos seu mundo através de seus belos olhos azuis. Presa na casa de sua avó em uma cidade pequena, onde não há nem ao menos um shopping, ela se vê em uma rotina monótona até conhecer Alice, sua vizinha, não da frente, mas, da diagonal. Um romance, sobretudo, entre seres humanos, que lutam contra o preconceito da cidade pequena e de si mesmas.


Devo confessar que não curtir muito a leitura. O livro possui um pouco mais de 100 páginas, então achei os acontecimentos MUITOS corridos, e que alguns pontos que deveriam ter sido mais explorados e desenvolvidos, pois são temas que merecem ser mais discutidos: homossexualidade, aceitação e o uso de entorpecentes.
Logo de início já fiquei irritada com a Georgia, que achei uma garota mimada, “rebelde sem causa”. Além de não concordar com determinados pensamentos dela, o que não ajudou muito a simpatizar com ela. Mas gostei muito da avó da Georgia, pena que ela aparece pouco. A escrita da Amanda é bem fluída, e a narrativa é envolvente e guiada de forma simples – o que me agradou.
A diagramação é simples, com uma fonte confortável para leitura, e a capa é LINDA...

Então é isso pessoal. Espero que vocês tenham gostado. Beijos e até próxima.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Minha relação com os livros


Tudo bem com vocês??? Já faz um mês, eu vi um vídeo super interessante da Pam Gonçalves, esse é o LINK caso queiram assistir, gostei muito e quis compartilhar com vocês como é a minha relação com os livros. Mas vale lembrar: essa é a MINHA OPINIÃO, e não estou obrigando você a concordar com ela, ou te ofendendo de alguma maneira, O.K.? O.K. Feito os devidos esclarecimentos, vamos ao post.
Eu já comentei aqui no blog como me tornei leitora e como começou a minha coleção de livros, nesses post eu conto sobre minha história com os livros, caso queiram conferir é só clicar no LINK. No vídeo a Pam levanta questões muito legais: a quantidade e o apego aos livros, além do volume de leitura.
Em se tratando de quantidade de livros na estante, não creio que a quantidade de livros que você possui te faça mais ou menos leitor, e sim uma pessoa com mais ou menos MONEY – simples assim.
Não vejo a mínima vantagem em se ter uma quantidade gigantesca de livros não lidos na estante, muitos dos quais nunca serão lidos. Hoje, conto com cerca de 130 livros, de acordo com o meu SKOOB, desses 12 ainda não foram lidos.
Quanto a quantidade de leitura: ler apenas um livro no mês não te faz menos leitor que outras pessoas, bem como o fato de ler 10 ou mais livros não te faz um E.T. – cada um sabe do seu tempo, de seus afazeres #ficaadica. Até o momento eu li 40 livros, estou terminando o 41º, li também 4 HQs, creio que consiga ler esses 12 não lidos até o fim do ano. Já em 2015 foram 30 livros e 12 HQs, isso vai depender do momento, da sua vontade, do seu gosto, do seu tempo.
Quanto ao apego: sou bem apegada a alguns livros (minha coleção de Harry Potter, por exemplo), não dou e nem empresto:



Mas têm livros que não tenho dó de doar ou trocar – se é um livro que não me agradou, ou o quero em outra edição, pois sim eu gosto de edições bonitas (CONFIRA O POST “Edições Bonitas – Frescura ou Não?”).

Bem é isso, espero que vocês tenham gostado. Na quarta-feira, dia 14/09 irei postar um vídeo sobre meus hábitos de leituras.
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